Setembro 3rd, 2008
“O inimigo mais perigoso que você poderá encontrar será sempre você mesmo.”
( Friedrich Nietzsche )
Setembro 3rd, 2008
“O inimigo mais perigoso que você poderá encontrar será sempre você mesmo.”
( Friedrich Nietzsche )
Agosto 30th, 2008
E se eu amar…
Amar de verdade…
De todo o coração…
Estarei certa em crer…
Que meu sonho de amanhecer
nos teus olhos…
de dormir acariciando seus pêlos…
e passar os instantes de memória,
de vida, de realidade
contigo…
que tudo o que respiro
a cada momento…
será feito…
feito fato… palpável
presente…
e eternidade?
Quero sentir-te sempre
Amar-te… todo
Até o infinito…
Todo o tempo presente…
E que meu desejo se faça constância
e permanência.
Pamela Ferreira Rocha
Agosto 30th, 2008
O homem ideal me dá colo mas não me faz dependente de seus carinhos e cafunés – ao contrário, me incentiva a transpor problemas e encontram soluções. Tem a rara habilidade de saber ouvir e dizer o que é necessário, bom ou a dura e intransponível realidade.
Compreende a diferença entre estar presente e fazer companhia e prefere ficar sozinho a estar de alma ausente. Não é prolixo nem tenta impressionar, por isso é deliciosamente verdadeiro, simples e interessante.
Entende que preciso da sensação indescritivelmente libertadora de sumir por algumas horas para depois desejar estar de volta para ele.
Não exige a todo instante meu lado risonho porque sabe, como sabe de tantas outras coisas não ditas em sentenças ou discursos, que os dias negros fazem parte de mim. Nota minhas sutis alterações de humor e, sensato, cala-se ao meu lado olhando para a TV. E não exige explicações porque possui aquela calma sabedoria que me impele naturalmente em sua direção.
O homem ideal me dá bronca quando abuso da minha independência ou como chocolate demais e depois reclamo do peso. Compra sorvete light e evita discussões posteriores.
O homem ideal canta. Não precisa ser afinado, mas sussurra canções que , num dia qualquer, descobrimos ambos gostar. Também bebe. Meio pinguço, é daqueles que ficam charmosos de matar com um copo de vinho nas mãos e maravilhosamente sacana três doses acima do normal. Enterra os bons modos e bate a porta do quarto, sem tempo para que eu responda à pergunta nem sequer formulada. Adormece aconchegado a mim, mas não suporta ficar agarrado durante toda a noite.
O homem ideal não considera fraqueza dizer que me ama. Pede ajuda quando sente que o peso colocado sobre seus ombros extrapolou sua força. E chora. Vive regido por sua consciência e, impulsivo, assassina a etiqueta e comete atos passionais. Então faz besteiras, erra, engana-se. E nem por isso deixa de ser maravilhoso – apenas segue sendo magnífica e tropegamente humano.
O homem ideal é imperfeito, numa imperfeição que combina exatamente com a minha.
Ailin Aleixo(Escritora)
Agosto 16th, 2008
Que a vida seja
diluida em canções de amor…
Que as palavras
demonstrem sentimentos
e não se faça segredos,
nem desentendimentos,
nem prantos
que não sejam de saudade,
pois a felicidade nos foge
nas frases que não entendemos.
Para não deixa-la escapar
busco ouvi-la…
sua voz e baixa e branda
e vem a nós saida dos lábios
do ser amado…
Ela repete a nós bem baixinho
“Buscai compreensão
e tudo a ti será concedido”
Agosto 16th, 2008
Oceania
Amo burra, burramente
certa menina enfezada
para lá dos mares do sul.
Ela vem por sobre as ondas
enfeitiçar minha vida,
atrapalhar minha mesa,
dizer que espere… esperarei.
Garota das ilhas Fidji,
ela canta a cantiga morna
do pescador que foi pescado
por um grande peixe vermelho,
ela sobe no coqueiro,
ela sacode o coco
na minha cabeça,
essa menina enjoada…
Ora, eu amo essa menina
que vem dentro de um romance,
áspera, nítida, úmida,
brincar no meu pensamento,
espantar esse mosquito
que pousou no meu papel,
acender esse foguinho
através da Oceania.
E eu lhe pergunto: Filhinha,
para lá da Oceania
decerto que há outras meninas
e outros coqueiros, decerto!
Por que você não me conta?
Eu queria tanto saber.
Ela diz que fique quieto,
que depois da Oceania
o mundo acaba… e que a praia
é só areia e silêncio.
O mundo acabou para nós!
Quebra coco, menina,
dança bem espalhado, menina,
canta bem machucado, menina
com tua voz de Oceania.
Carlos Drummond de Andrade
Outubro 15th, 2007
“O que é o pecado senão nossa propria consciencia a nos atormentar?”
UNDER
Eu peco para sentir-me viva… livre…
Mesmo morrendo
morrendo lentamente sob o céu
sob o teu ser
sob tua imensidão
Depois
chove sobre mim…
a sutileza de tuas incertezas
chove sobre mim
suas lamurias como lagrimas
apenas palavras
“Nada temos a temer.
Exceto as palavras”
Não tenho palavras…
só há meu corpo quente,
um desejo mal-consumado
um remorso que não carrego…
Nunca nego meus desejos
e por não negar-me o toque
nego-me a pensar nas consequências…
Pamela Ferreira Rocha
Março 28th, 2007
Cor-respondência
Remeta-me os dedos
em vez de cartas de amor
que nunca escreves
que nunca recebo.
Passeiam em mim estas tardes
que parecem repetir
o amor bem feito
que voce tinha mania de fazer comigo.
Não sei amigo
se era o seu jeito
ou de propósito
mas era bom, sempre bom
e assanhava as tardes.
Refaça o verso
que mantinha sempre tesa
a minha rima
firme
confirme
o ardor dessas jorradas
de versos que nos bolinaram os dois
a dois.
Pense em mim
e me visite no correio
de pombos onde a gente se confunde
Repito:
Se meta na minha vida
outra vez meta
Remeta.
Elisa Lucinda